Julieta dos espíritos

A poesia assusta; a poesia impacta.
Quando algo avisado acontece,duas almas se alinham para um encontro superior.

Dispo-me das obrigações e esperas.O destino o coloca ali,sentado à minha frente,os olhos se declarando silenciosamente.

As belas mulheres suspiram,insatisfeitas.
Os homens de poderosas atuações se distanciam.
As imagens ficam borradas;os vermelhos entram em estado de bruma.

A tristeza se desprende,segue o trânsito das indiferença.
As músicas de rimas pobres e cantor de voz disforme abafam certas emoções.
As palavras,às vezes tão óbvias,tiram a grandeza do espetáculo.

As pulseiras fora de voga emocionam,levam-me a um lugar longínquo.
Alguém demonstra sua arte- levanta e desce o véu da ilusão,da demonstração,da sua verdade.

Sentimento puro/ monstro derrotado/colibri de amor.

Minha escrita amadurece antes de mim,torna-se límpida e eleva o frescor interno.
Como um afago nos faz respirar...Ah...

Beberei e esquecerei 

Sua silhueta refletida na parede,enquanto meus olhos se evidenciam pela luz que dorme na escuridão de um quarto.

Alguns espiam por frestas e ficam atrás de paredes,fingindo seguir um roteiro.
Subo as escadas de flores,gosto da sensação que os degraus e a organização têm sobre mim...

Sou a doçura dos afetos,as cores de um filme francês de 65.

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